MP obtém interdição de criadouro irregular de cães em Mairiporã

Um criadouro irregular de cães para comércio foi interditado em Mairiporã, na última sexta-feira (4/3), durante vistoria conjunta do Grupo Especial de Combate aos Crimes Ambientais e de Parcelamento Irregular do Solo (GECAP) – do Ministério Público do Estado de São Paulo -, do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV) e da Delegacia de Polícia do Meio Ambiente da Seccional de Franco da Rocha.

No local, uma construção inacabada e em estado de abandono, foram encontrados 12 animais adultos e três filhotes em situação de maus tratos, em local úmido e com risco de ser foco de aedes aegypti, sem exposição ao sol, com ectoparasitas e doentes. Alguns dos animais encontrados precisavam de tratamento veterinário de urgência, conforme atestado pela médica veterinária fiscal do Conselho Regional de Medicina Veterinária. Todos foram apreendidos pela autoridade policial e encaminhados para o tratamento necessário em clínica veterinária.


Já no dia 18 de fevereiro, a 2ª Delegacia do Meio Ambiente interditou o centro cirúrgico da União Protetora dos Animais (UIPA) – São Paulo.  A interdição se deu durante diligência no inquérito policial instaurado por requisição do GECAP, a fim de apurar a prática de crimes de maus tratos a animais, dentre outros delitos que poderiam estar ocorrendo na unidade.


Na vistoria, a autoridade policial, o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses e três médicos veterinários encontraram no centro cirúrgico da UIPA-SP inúmeros medicamentos vencidos, que foram apreendidos. Também foi constatação a utilização de recurso mineral sem que fosse exibida a outorga necessária, além da manutenção de animais sadios no mesmo espaço em que se encontram animais doentes, gerando um surto virótico no gatil. 

 

Fonte: Ministério Público do Estado de São Paulo

 

 

Comércio de animais:

 

 

Comercializar animais e incentivar esse mercado contribuirá ainda mais para a perpetuação da ideia cultural de que animais são propriedades. Esse tipo de comércio ocorre porque os animais não humanos ainda são tidos como “coisas”, sendo propriedades dos humanos, devendo atender unicamente aos interesses de seres humanos. Esse pensamento vem da premissa especista e antropocêntrica que subjugam os animais, atribuindo a esses seres a condição de meros objetos vivos sob propriedade humana, e por essa razão podem ser comercializados e usados de acordo com as necessidades e para atendimento aos interesses dos humanos. 

 

Animais não são mercadorias, são seres sencientes que possuem seus próprios interesses e necessidades.

 

Existem muitos animais necessitando de um lar e cuidados, aguardando a oportunidade nas ruas, em ONGs ou Centro de Controle de Zoonoses.     

 

Adote animais, jamais compre!

 

Fernanda Tripode

Advogada



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